A sonoridade de “Stones World” remete para uma natureza intemporal das músicas dos Rolling Stones e às três gerações de fãs do grupo, que continuam a assistir aos seus concertos, a comprar os discos e a dar apoio aos projectos relacionados com a banda. Ana Moura em entrevista ao IOL Música
July 29, 2009 by admin
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A fadista Ana Moura sobe esta terça-feira ao palco do Coliseu do Porto para o primeiro de dois concertos de celebração e «agradecimento ao público» que a tem acarinhado desde o lançamento do seu último disco.
Editado há já um ano, «Para Além da Saudade» continua a figurar na lista dos 30 álbuns mais procurados em Portugal, com vendas superiores a 25 mil unidades, o que valeu a Ana Moura o galardão de Platina.
«Estes concertos servem como agradecimento a todo o público pelo carinho que me tem dado ao longo deste meu último ano», contou a fadista em entrevista ao IOL Música.
«Cantar nas míticas salas dos coliseus é um sonho para qualquer artista português. Este concerto vai ser especial em termos de cenografia e estou a montar um espectáculo com muitas surpresas», avançou.
Sem querer levantar a ponta do véu quanto aos artistas convidados, a cantora promete, no entanto, que este será «um concerto totalmente diferente» em relação a todos os que fez até agora.
Mais fado na rádio
Ao IOL Música, Ana Moura falou ainda do balanço «muito positivo» que faz do lançamento de «Para Além da Saudade», exaltando o facto do disco ter chegado à marca de Platina «numa altura em que a música atravessa um período muito difícil». Porém, a cantora lamentou que existam rádios que continuam a deixar o fado de fora da sua programação.
«Qualquer rádio portuguesa devia passar fado porque é a nossa música e porque toda a gente por todo o mundo adora fado.»
A primeira digressão pelo México e a experiência de receber os Rolling Stones numa casa de fados em Alfama foram outros dos temas de conversa durante a entrevista em vídeo que pode ser vista de seguida.
Ana Moura no Biography Channel
July 29, 2009 by admin
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O Biography Channel irá prestar tributo a um grupo de jovens celebridades Portuguesas. No conjunto serão treze jovens portugueses, que levaram o nome do País além fronteiras, onde além de Ana Moura, se destacam nomes como Vanessa Fernandes, Nélson Évora, Luciana Abreu, entre outros. Todos farão parte da série que se entitulará “Protagonistas”.
Rolling Stones World Music Project
July 29, 2009 by admin
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No Mês de Novembro, a fadista participou nas apresentações do álbum “Stones World: Rolling Stones World Music Project”, projecto do saxofonista Tim Ries, no qual interpretou as canções “No Expectations” e “Brown sugar”.
A sonoridade de “Stones World” remete para uma natureza intemporal das músicas dos Rolling Stones e às três gerações de fãs do grupo, que continuam a assistir aos seus concertos, a comprar os discos e a dar apoio aos projectos relacionados com a banda. A música de “Stones World” faz a ponte entre o jazz, rock e géneros de músicas do mundo.
Tim Ries (saxofonista/teclas de serviço no Stones World Project) foi responsável pelos arranjos da música dos Rolling Stones e agora alia-se a estrelas de músicas do mundo provenientes de todo o globo, incluindo a fadista Ana Moura, sobre a qual diz Tim Ries nas linhas do disco: “Enquanto estava em Tóquio, visitei a Tower Records com a intenção de encontrar uma fadista para o projecto. Sempre adorei fado e sou um grande fã da Amália Rodrigues. Uma vez que não conheço bem as novas fadistas, escolhi alguns CDs de forma aleatória. Quando cheguei ao terceiro, ouvi a Ana Moura, e na primeira frase, soube que ela era quem procurava. Tamanha profundidade na voz; uma maturidade que vem de cantar durante anos nas casas de fado em Lisboa com o grande guitarrista Jorge Fernando, ou talvez ela apenas tenha vivido esta música em vidas passadas. (…) A Ana é uma cantora e intérprete soberba que consegue tocar o coração e a alma de qualquer pessoa que tenha a sorte de a ver e ouvir. Os meus filhos conheceram-na, ouviram-na cantar, e renderam-se sem hesitação. Ouvem as músicas dela todas as noites como a sua música pessoal de embalar. É genuíno. Gravámos o “No Expectations” e o “Brown Sugar”.
O disco foi gravado nos quatro continentes, em seis cidades, no espaço de 18 meses, durante a tourné Bigger Bang dos Stones e conta com 65 cantores e músicos provenientes de 13 países e 9 línguas cantadas – entre outros, conta com os quatro membros dos Rolling Stones: Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood; Eddie Palmieri, o último rei do Salsa vivo, a estrela do flamengo Sara Baras, a fadista Ana Moura ou o grupo Africano Touareg Tidawt.
O CONCERTO
Ao vivo, no dia 9 em Lisboa, “Stones World Music” resultou num espectáculo de cerca de duas horas de duração, com o objectivo de fazer ouvir a música original dos Rolling Stones, interpretada numa atmosfera de jazz (com improvisação dos músicos participantes), mas incluindo a voz de Ana Moura, que foi acompanhada pelas suas guitarra e violas habituais.
O Fado voltou a fazer história…
Pela primeira vez o mundo tão O tradicional mundo do fado esteve pela primeira vez em directo no Second Life. Tratou-se de uma iniciativa com carácter solidário em nome da Associação Terra dos Sonhos e contou com o apoio da Comunidade Cultural Virtual.
Este evento foi pioneiro em todo o mundo, porque pela primeira vez transmitiu em directo para o Second Life o espectáculo que decorreu em pleno coração de Alfama, no Clube do Fado em Lisboa.
Neste espectáculo participaram 4 fadistas e 3 músicos:
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Fadistas |
Músicos: |
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Cuca Roseta |
Mário Pacheco – Guitarra Portuguesa |
O evento ocorreu no Sábado dia 11 de Julho às 22h
Laginha e Sassetti homenageiam Amália
Os pianistas Mário Laginha e Bernardo Sassetti estrearam no passado sábado, na Casa da Música o concerto “Trago Fado nos Sentidos”. Trata-se de uma homenagem a Amália Rodrigues, na passagem dos 10 anos da sua morte.
O concerto inclui ainda duas peças originais, compostas especialmente para esta celebração, uma de cada músico.
Laginha e Sassetti são dois dos mais talentosos pianistas portugueses de jazz da actualidade. As suas carreiras têm-se cruzado ao longo dos anos e sempre com reconhecido êxito.
Ambos têm já um número considerável de discos editados, onde conseguem estender a sua criatividade muito para além das fronteiras do jazz.
Mário Laginha, nascido em Lisboa, em 1960, tem a sua “casa” no jazz, mas na sua música atravessa muitos territórios, o que confere ao seu universo musical um cunho muito pessoal.
Na sua extensa discografia tem trabalhos a solo, em quinteto, em trio e ainda em duo com Maria João, com Bernardo Sassetti e um com Pedro Burmester.
Tem tocado e gravado com músicos excepcionais, como Wayne Shorter, Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Julian Argüelles e Django Bates.
Compõe para cinema e teatro e escreveu para diversas formações, como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmónica de Hanôver, o Remix Ensemble, o Drumming Grupo de Percussão, a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Sinfónica de Bruxelas.
Também de Lisboa, mas dez anos mais novo, Bernardo Sassetti iniciou os estudos de piano clássico aos nove anos, dedicando-se, mais tarde, ao jazz.
Em 1987, começou a sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet, tendo participado em inúmeros festivais com músicos como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard.
Desde então, apresentou-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D’Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker.
Como compositor, escreveu várias obras para orquestra e instrumentos solistas e para pequenas formações.
Entre os muitos discos já editados em seu nome destacam-se “Nocturno” (2002, 1º prémio Carlos Paredes), dois álbuns em duo com Mário Laginha, “Ascent” (2005, 1º prémio Carlos Paredes) e “3 Pianos” (2008, em trio com Mário Laginha e Pedro Burmester).
Dedica-se regularmente à música para teatro e para cinema, tendo as bandas sonoras de “A Costa Dos Murmúrios” e “Alice” obtido o troféu internacional Cineport para melhor banda sonora original. Para o concerto desta noite, bilhetes ao preço único de 15 euros.
VII Festival de Fados de Castilla y León
Celebrou-se entre 22 e 24 de Julho, na Fundación Rei Afonso Henriques, Zamora, o Festival de Fados de Castilla y León, este ano na sua sétima edição.
À semelhança de anos anteriores, o evento encheu por completo os majestosos jardins da Fundación Rei Afonso Henriques, um edificio de arquitectura moderna conjugada com as ruínas góticas do Convento de São Francisco, que em muito se parecem com a Igreja do Carmo em Lisboa.
Ali, habitualmente ao entardecer do Verão o cenário é magnifico, com as azenhas, as muralhas e a catedral iluminadas, e a brisa fresca assomando os choupos e o leito do Douro. Este ano, quis que fosse o primeiro dia carregado de nuvens e vento desagradáveis que nada puderam perante um público rendido de antemão ao feitiço do fado. Em todos os dias as actuações foram precedidas de prólogos culturais: na quarta-feira a projecção da película “Amália – O filme”, na quinta-feira a conferência da Dr.a Sara Pereira, directora do Museu do Fado de Lisboa, que apresentou de forma clara e sucinta a história do fado, auxiliada pela projecção de imagens ilustrativas. Na sexta-feira Mário Pacheco que apresentaria de seguida o espectáculo “Clube de Fado”, dissertou em bom espanhol sobre a guitarra portuguesa.
Quarta-feira, 22 de Julho
O concerto de Luísa Rocha, foi acompanhado por Guilherme Silva (guitarra portuguesa) e Miguel Gonçalves (viola) que antes do intervalo se desgarraram entre si numa guitarrada de “Variações”. A fadista apresentou-se de vestido vermelho e o tradicional xaile, ostentando no cabelo um adorno de flores também vermelhas, para acentuar o seu semblante de “fadista castiço”. Cantou fado, fado rigoroso e “afadistado”, com postura, com raça, com orgulho. Começou com o “Fado Menor”, cantou o “Fado Isabel” e fados-canção como “Sabe-se lá”. Cantou muito e cantou o “Dois tons” dizendo “gosto de ti porque gosto” e claro, o público aplaudiu e clamava “Bravo!” e “Guapa“. O vento furioso, não pôde com ela, não pôde com o público e o fado aconteceu uma vez mais junto ao Douro.
Quinta-feira, 23 de Julho
Na quinta-feira foi a vez de Dâna subir ao palco, num clima já mais sereno, acompanhada pelos músicos do dia anterior. Dâna é uma fadista nova, muito jovem, com um estilo muito próprio, talvez para meu gosto, demasiado teatral, para o que o fado pede. Desfiou um repertório também clássico e de novo o público correspondeu com aplausos e entusiasmo.
Sexta-feira, 24 de Julho
O terceiro dia foi magnífico, para recordar – vêm-nos á memória as actuações de António Chaínho, Ricardo Ribeiro ou Carminho, de anos anteriores – com guitarradas roubadas às mestrias de Mário Pacheco na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na viola e Rodrigo Serrão no contrabaixo. Entoaram trechos de música portuguesa, afinada pelo virtuosismo de cada qual, sons rapsódicos de folclore, composições de Paredes, Rocha e as “variações” de Armandinho.
No espirito do “Clube de Fado” foram apresentados os fadistas que habitualmente intervêm nesse espaço e casa de Fados tradicional de Alfama.
Primeiro Cristina Nóbrega, com uma voz doce, bonita e cristalina, muito mais expressiva que no seu CD de estreia “Palavras do meu fado”, e uma presença arrebatadora em palco: vestia um elegantíssimo vestido fuschia com xaile e uma expressão gestual plena de sentimento. Logo de seguida Miguel Capucho, já conhecido, muito humorado e castiço. Por último outra jovem, Lina Rodrigues – que por certo é vizinha de Zamora, pois nasceu em Bragança – tem uma voz melodiosa, cadenciada, pondo o coração e a expressividade em letras menos frequentes de poetas como Pessoa, Amália Rodrigues, Vasco Graça Moura, musicadas por Mário Pacheco. Umas canções – nem todas fado, algumas baladas – de grande beleza e requinte.
Choveram aplausos, “encores”, e o público querendo saudar os artistas, ia tentando iludir a despedida, quando já passava muito para lá da meia-noite.
Ao lado, el Duero, rio que como a noite é partilhado por portugueses e espanhois, esse rio do poeta Eugénio de Andrade que um dia escreveu: “Vem de longe só para morrer às mãos das vagas. Chega extenuado, o caminho é longo, nem sempre fácil, embora se demore muita vez a contemplar as margens, ora escarpadas, ora em socalcos verdes, entre oiro e carmim”, nessa noite, para se divertir um pouco adiou-se por muitos kilómetros e, fascinado pelo Fado passou a chamar-se Douro.
Ana Moura Prepara Novo Álbum
July 26, 2009 by admin
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Ainda sem data de lançamento marcada, Ana Moura encontra-se a preparar o novo álbum que sairá no final do ano. Nos espectáculos Ana Moura tem seguido essencialmente o alinhamento do seu mais recente álbum, “Para além da saudade”. “Não estou ainda a experimentar nenhum tema novo, além dos fados de ‘Para além da saudade’ canto temas dos álbuns anteriores”, referiu numa entrevista à SIC.
DVD “Coliseu” conquista a Dupla Platina
July 26, 2009 by admin
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Foi a 24 de Novembro que Ana Moura lançou o seu primeiro DVD, gravado ao vivo nos Coliseus do Porto e Lisboa, em Junho de 2008. Neste momento atingiu já a Dupla Platina, sendo prova do grande sucesso que a cantora tem alcançado junto do seu povo. Ana Moura apresenta espectáculos com a emoção que só ela sabe impor e nos quais desfilaram os fados que a fizeram chegar a este patamar como uma das mais bem sucedidas fadistas da actualidade a nivel mundial. Foi este registo, de titulo “Coliseu”, que marcou a sua estreia noutro formato, e que pelo actual nível de vendas, promete não ser o único.
Depois dos Rolling Stones segue-se Prince
July 24, 2009 by admin
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O norte-americano Prince quer colaborar musicalmente com a portuguesa Ana Moura. O músico já com 50 anos foi espectador do concerto que a fadista deu recentemente em Paris e fez questão de conhecer a cantora. «Ele veio dos Estados Unidos para assistir ao concerto. Ouviu os meus discos e pretende fazer algo que ainda não sei o que será. Acabei de o conhecer antes do concerto», afirmou Ana Moura a anamoura.net.
A fadista Ana Moura e o músico pop Prince projectam trabalhar juntos, disse à Lusa fonte próxima dos artistas, sem adiantar outros pormenores. Prince esteve na segunda-feira em Lisboa, acompanhado pela fadista, a quem elogiou já publicamente “a sensualidade da voz”. Em Maio passado, o músico norte-americano deslocou-se propositadamente a Paris para assistir ao espectáculo da criadora de Búzios na prestigiada sala La Cigale. Prince não participará no próximo disco de Ana Moura, a sair no Outono, “mas é seguro que estão os dois a trabalhar num projecto conjunto”, disse a mesma fonte. Prince confessou recentemente em Montreux, no Festival de Jazz, “ser fã de Ana Moura”, e “impressionado” com a forma como a fadista, vencedora do Prémio Amália Rodrigues de 2008, “cativa as plateias”.


